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A gama atual da Continental inclui pneus para ligeiros, SUV, veículos comerciais e pesados, abrangendo segmentos verão, inverno e all-season. A grande novidade de 2025 é na área dos pesados, “com o novo Continental Urban HA 5 NXT, uma oferta mais sustentável, concebida especificamente para veículos de passageiros, com tecnologia que garante maior autonomia, desempenho silencioso e segurança reforçada”, começa por nos adiantar Mariana Oliveira, responsável de comunicação da Continental Pneus Portugal, que diz que os pneus da marca se “destacam pela durabilidade elevada, excelente aderência em piso molhado e seco, e baixa resistência ao rolamento, o que se traduz em menor consumo de combustível e menor emissão de CO₂”
Tecnologia de ponta
A Continental tem vindo a integrar tecnologias de ponta no fabrico de pneus, com foco na “utilização de compostos avançados de borracha e a introdução de estruturas reforçadas para maior resistência. A tecnologia ContiRe.Tex, que substitui o poliéster convencional por fios de garrafas PET recicladas, (provenientes exclusivamente de regiões onde não existe um circuito fechado de reciclagem), é uma das inovações mais recentes e disruptivas e que está na base do multipremiado UltraContact NXT, o único pneu a ser produzido em série que incorpora até 65% de materiais reciclados, reutilizados ou de produção sustentável com certificação ISCC+ pelo método de balanço de massa, provenientes de fontes biológicas, bio circulares e/ou de ciclo fechado”, explica a responsável.
Por outro lado, com o projeto Taraxagum, a Continental está a seguir uma abordagem inovadora para assegurar que se pode tornar menos dependente da borracha natural cultivada. A empresa está a trabalhar ao lado de parceiros “na industrialização da extração de borracha natural de plantas de dente-de-leão especialmente cultivadas. Para além da borracha, componentes como a sílica são essenciais para a montagem de pneus. A sílica ajuda a otimizar características tais como aderência, resistência ao rolamento e vida útil dos pneus. No futuro, a casca de arroz será utilizada como o material base da sílica produzida de forma sustentável. A sílica derivada das cinzas das cascas de arroz é mais eficiente em termos energéticos do que a obtida a partir de materiais convencionais. Os óleos vegetais, tais como óleo de colza e resinas à base de materiais residuais das indústrias do papel e da madeira, já oferecem uma alternativa aos enchimentos à base de óleo bruto nos pneus Continental”, conta a nossa entrevistada, que menciona que a Continental tem dado passos importantes rumo à neutralidade carbónica, pois a fábrica de Lousado tornou-se recentemente “neutra em emissões de CO2, com a substituição do vapor gerado por gás natural por uma caldeira elétrica alimentada por energia solar e eletricidade de origem renovável. Esta transformação faz parte de um objetivo global da empresa: tornar todas as suas unidades produtivas neutras em carbono até 2040”.
Graças à inovação tecnológica, os pneus Continental “oferecem maior aderência, travagem mais eficiente e menor resistência ao rolamento. A introdução de novos compostos e desenhos de piso desenvolvidos com recurso a simulações digitais permite-nos obter desempenho superior em condições diversas, aumentando significativamente a segurança e o conforto dos condutores”, esclarece-nos a responsável.
Estratégia de sustentabilidade
Sendo a sustentabilidade um dos quatro pilares estratégicos da «Visão 2030» da Continental, a empresa tem como objetivo “alcançar uma mobilidade mais segura, limpa e inteligente, reduzindo a pegada de carbono e otimizando o uso de recursos em todas as etapas de produção. Até 2030, a empresa pretende que mais de 40% dos seus pneus sejam produzidos a partir de materiais renováveis e reciclados, com a ambição de alcançar 100% de materiais sustentáveis até 2050”, conta-nos Mariana Oliveira, que adianta que este caminho passa por, “nas unidades de produção, utilizar 100% de eletricidade de fontes renováveis, substituir combustíveis fósseis, reduzir a emissão de CO2 através de projetos de eficiência energética e neutralizar as que não puderem ser evitadas. Adicionalmente, reduzir a emissão de CO2 relacionada com a utilização dos nossos produtos”.
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