22/01/15

Com 8719 km já percorridos e 393 km por disputar, a Team PEUGEOT-Total está prestes a alcançar o objectivo de levar os seus dois carros até à chegada do rali mais difícil do mundo, marcada para amanhã (hoje) em Buenos Aires. Os dois pilotos não correram o menor risco hoje (ontem) para cobrir os 298 km da especial, integrados na etapa mais longa, com uns infindáveis 1024 km, que ligaram Termas de Río Hondo a Rosario. Stéphane Peterhansel assinou o 7º tempo do dia e está na 11ª posição da geral, enquanto Cyril Despres alcançou a 20ª melhor marca, continuando a sua ascensão na classificação, surgindo agora no 32º lugar da classificação acumulada à entrada para o último dia.
Tal como nos dois dias anteriores, a especial do dia assemelhava-se a um troço de ralis, contendo secções sinuosas, estreitas, apertadas e muito técnicas. Aliás, o percurso aproximou-se de partes em que se disputa o Rali da Argentina, pelo que a comparação é inevitável. Com as suas duas rodas motrizes, os PEUGEOT 2008 DKR mostram-se, naturalmente, mais confortáveis em terrenos mais rápidos e mais amplos, como os do deserto.
Pela oitava vez nesta edição, Stéphane Peterhansel integrou o top 10, tendo encontrado o compromisso perfeito entre uma vigorosa utilização do potencial da viatura e um ritmo seguro, permitindo-lhe alcançar o final da especial e reunir um conjunto de valiosos dados para os engenheiros da equipa.
Também Cyril Despres apreciou o percurso rápido e ritmado que levou os concorrentes através do espectacular centro das pampas argentinas. Cada vez mais familiarizado com a pilotagem sobre quatro rodas a cada quilómetro percorrido, o piloto demonstrou um grande potencial na sua estreia na categoria automóvel, demonstrando uma rápida capacidade de adaptação.
A especial de amanhã (hoje) anuncia-se também ela muito rápida, sendo a segunda mais pequena do rali em termos de quilometragem. A história do Dakar integra muitos desistentes no último dia, pelo que no Team Peugeot Total mantêm-se todos concentrados para amanhã se alcançar o seu final.
Stéphane Peterhansel (# 302): «A especial hoje foi muito boa, embora ainda muito típica do WRC. Com apenas duas rodas motrizes por vezes escorregávamos muito, embora tenha sido uma agradável experiência! Perdemos um pouco de tempo mas não muito, mas mais interessante é termos agora muitos dados sobre o carro. Pensei que poderíamos ganhar uma especial no deserto, mas tal não se proporcionou. Ainda assim, identificámos pontos sobre os quais ainda temos que progredir e aqueles que nos permitiram ultrapassar este longo dia, com uma enorme fiabilidade. Isso é muito encorajador, mesmo se o resultado final está longe de ser o que esperávamos».
Cyril Despres (# 322): «No início, foi complicado e muito stressante. Começámos numa nuvem de poeira, em que não via nada, nem sequer as rochas que delimitavam a especial. Isto faz parte da experiência... Em qualquer caso, há uma coisa que não esqueço deste Dakar 2015: o gosto do pó! É muito diferente conduzir um carro ou uma moto neste tipo de especial, pois nas motos andava na frente livre da poeira. Num carro a história é outra, a corrida é completamente diferente! Quando se parte lá de trás fica-se na poeira dos outros concorrentes e não se pode atacar porque o risco de danificar o carro ou de nos magoarmos é enorme. Para amanhã (hoje), o programa é simples: não cometer erros e levar o carro intacto até ao fim».