13/11/13

A penúltima corrida da época é o Grande Prémio dos Estados Unidos, que aconteceu pela primeira vez no Texas no ano passado. Esta época foi feita a mesma nomeação de pneus: o pneu duro P Zero Orange (Laranja) e o médio P Zero White (Branco).
Austin é um circuito extremamente variado, que coloca muita energia sobre os pneus ao alternar secções rápidas e fluidas com algumas partes mais lentas e técnicas.
É um teste muito bom para as capacidades de um pneu, com exigências de tracção nas curvas lentas a serem tão importantes como a aderência lateral nas mudanças de direcção de alta velocidade que são outra das características dos 5,513 quilómetros do Circuito das Américas.
Paul Hembery: “Os pneus médios e duros são a melhor escolha para o Grande Prémio dos Estados Unidos, porque é um circuito que coloca várias exigências de alta energia nos pneus, por isso precisamos dos compostos mais duráveis da gama. Há algumas curvas rápidas e muitas mudanças rápidas de elevação também: neste aspecto é um pouco como Spa. Quando temos mais energia a percorrer o pneu, temos uma maior acumulação de calor – o que aumenta o desgaste e a degradação. Agora que vimos para os EUA pela segunda vez temos uma melhor ideia do que esperar, enquanto que no ano passado – quando também nomeámos o pneu médio e o duro – foi um passo no escuro. Os compostos deste ano são mais macios, por isso esperamos cerca de duas paragens na corrida, dependendo do ritmo de evolução da pista. Apesar de ser Novembro, ainda é provável que tenhamos tempo quente, o que obviamente também afecta a degradação termal. A F1 recebeu umas boas vindas absolutamente fantásticas do público americano no ano passado, o que tornou esta corrida verdadeiramente memorável, e estamos desejosos de voltar a um país cheio de fãs da F1, e que também é um mercado chave para os pneus de Ultra Alta Performance.”
Jean Alesi: “O Grande Prémio dos Estados Unidos em 1990 foi na verdade o meu primeiro Grande Prémio com pneus Pirelli, na Tyrell, e acabou por ser uma corrida muito boa para mim. Foi o primeiro Grande Prémio da minha primeira época completa, por isso é sempre um de que me vou lembrar. Nessa altura, os circuitos de F1 americanos eram geralmente circuitos de rua, e este em Phoenix não foi exceção. Para além disso, as regras do desenvolvimento dos pneus eram totalmente abertas: as dimensões eram fixas, mas aparte isso, os fabricantes podiam fazer o que queriam. Com a Pirelli, podíamos passar a corrida inteira sem trocar de pneus, enquanto com as outras marcas era preciso parar. E isto foi essencial para a nossa forte performance que surpreendeu muita gente: liderei a corrida durante várias voltas e acabei em segundo atrás de Ayrton Senna no seu muito mais potente McLaren-Honda! E essa é a diferença que faz os pneus. Claro que no Grande Prémio dos Estados Unidos de hoje é muito diferente. O primeiro ano em Austin foi 2012 foi um verdadeiro espetáculo, com convidados especiais desde atores a astronautas, e foi fantástico ver os americanos tão entusiasmados com a F1. De facto não foi como nos meus dias, em que não havia muito interesse na F1 na América. Austin parece ser uma pista excitante de correr, o que obviamente ajuda. Um dos detalhes que julgo todos se lembram é os chapéus de cowboy da Pirelli no pódio: foram muito divertidos…”
O circuito do ponto de vista do pneu:
Tal como Abu Dhabi, Austin é um dos poucos circuitos do calendário a ser corrido contra o sentido dos ponteiros do relógio. Outros circuitos idênticos neste aspeto são a Coreia, Singapura e Brasil.
A superfície da pista em Austin, que era nova no ano passado, é geralmente muito macia. No entanto, com a passagem do tempo, a superfície geralmente tende a tornar-se um pouco mais abrasiva de ano para ano. Isto acontece pois o betume da parte de cima é desbastada, expondo a gravilha de que o asfalto é feito.
Notas técnicas dos pneus: Há duas áreas-chave em particular que são um desafio para os pneus no Circuito de Austin. A primeira é a Curva 1, que de forma rara é um gancho, onde os pneus têm de conseguir uma tração ótima – mesmo quando frios vindos de uma paragem. A Curva 11 é também particularmente exigente pois o piloto começa a travar a fundo com o carro já a virar, criando uma distribuição irregular de forças pelos pneus. Uma boa aderência do composto é essencial para uma saída de curva eficaz.
Os carros irão correr preparados para mudanças baixas e uma força descendente média: um set-up que não é muito diferente do usado no Grande Prémio da Turquia em Istambul – que tem alguns pontos em comum com o Circuito das Américas. Os primeiros três finalistas na América no ano passado (Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso) usaram uma estratégia de uma paragem, começando com o pneu médio e acabando com o duro. No ano passado, havia cerca de meio segundo de tempo de volta de diferença entre os dois compostos; este ano, a diferença deverá ser um pouco maior.
Outras notícias da Pirelli:
Pela primeira vez, as séries GP2 e GP3 equipadas com Pirelli fizeram um teste conjunto, durante três dias após o Grande Prémio do Abu Dhabi, de terça-feira a quinta-feira. O piloto júnior da McLaren Formula 1 Stoffel Vandoorne estabeleceu o ritmo do GP2 com o tempo de 1m48.657s na noite do dia final com um carro DAMS. Vários pilotos GP3 deste ano também experimentaram as máquinas GP2 no teste, tal como o piloto premiado pela Pirelli Facu Regalia.
Em GP3, Patric Niederhauser ficou no topo das tabelas graças ao tempo de 1m55.372s, estabelecido na quinta-feira à tarde. Niederhauser, que pilotou um MW Arden no teste, foi um dos competidores deste ano em GP3. Como comparação, a pole position de Mark Webber no ano passado no Grande Prémio do Abu Dhabi foi de 1m39.957s. Tanto os GP2 como os GP3 usam atualmente pneus Pirelli, correndo de dia e também sob os holofotes de Abu Dhabi à noite.
A Pirelli acabou de ganhar o prestigiado prémio ‘Top of the Mind’ pelo quinto ano consecutivo no Brasil, que é o maio mercado da firma italiana. Isto significa que a Pirelli foi mais uma vez oficialmente reconhecida como uma das marcas mais reconhecíveis no país pelo principal instituto de pesquisa do Brasil.
Os últimos produtos de Inverno da gama de roupa P Zero – incluindo casacos à prova de água com borracha – saíram para o mercado na sua secção dedicada no Harrods de Londres, considerado o mais famoso armazém comercial do mundo.